sábado, 4 de dezembro de 2010

"Priviêt", Ufa

Depois de dois dias de viagem, finalmente chego em Ufa. 
("Ufa, cheguei." piadinha que eu sei que algum de vocês pensou)


Primeiro dia, uma menina, cujo o nome sempre me dizem mas eu nunca lembro, do reception team do meu projeto veio me buscar. Fomos para a casa dela e lá ficamos com a irmã e a amiga até às 20 horas.
O choque cultural começou ali mesmo. Com uma maquina de lavar louça no banheiro, no lugar onde conhecemos como "lugarzinho que deveria ter uma privada". Ao lado, um quartinho onde havia apenas uma privada. As paredes eram à la natural, com canos por toda a parte. Queria tirar uma foto, mas achei que seria falta de educação sair do quartinho, abrir a mala, pegar uma câmera e entrar no quarto de novo. Ou no mínimo estranho.


Os russos gostam muito de doces, principalmente depois das refeições. E digo, depois de todas as refeições: café da manhã, almoço, janta, lanches em geral.


Nesse dia, meu buddy (membro da AIESEC Ufa responsável por mim), veio me buscar para me levar para a host family.
A primeira coisa que ele me disse foi: "Let's go"
E a segunda foi: "Juliana, you are very slow" em quanto eu colocava camadas intermináveis de casacos
Depois de muito se perder e muitas ligações dele para a família, finalmente chegamos.


Com um calorzinho de -22C, é moleza andar na neve.
Minha única preocupação é atravessar a rua.
Você precisa correr para não ser atropelada. No entanto, exige uma certa habilidade e coordenação motora para correr no chão molhado e não cair. Coisa que, uma pessoa como eu, que cai na quadra de tênis, obviamente não tem.







No meu segundo dia, fui ao escritório da AIESEC UFA, na universidade de engenharia e tecnologia.
Não se pode falar outra língua fora do escritório que não seja o russo, porque a universidade não tolera estrangeiros.
O escritório deles é metade da C515, com muitas fotos coladas com fita adesiva nas paredes e bichinhos de pelúcia, como o Dino, um dinossauro gigante verde. Há a lenda de que se você ficar muito tempo no escritório, você vai acabar tendo conversas com o Dino.

Depois de ontem, com temperatura de -15C, as pessoas da AIESEC UFA me apresentaram as валенки, ou "Vailekin", - ou quase isso -  que são botinhas para quem não quer perder os 10 dedos do pé.


Lindas e estilosas, até os russos acham engraçado.

3 comentários:

  1. suaHSUAhsuhasuHASUhasuhUSHuhuHUh
    As partes do seu corpo que você for perdendo no caminho guarda, pra colar de novo quando chegar no Brasil

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  2. Eeita Ju que legal! Pra vc ver a eternidade q agente nao se fala! Eu nao faço ideia do q q vc ta fazendo na russia! Hahahaha anyway. Quando voltar vamos marcar algo pls! Eu vc e a berta!

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  3. Juuuuu q incrível!!!Vc ta em uma cidade que eu nem fazia idéia que existia que tem literalmente um FRIO DO CÃO!....me indentifiquei totalmente com a parte em que vc comentou sobre falta de coordenação motora...acho que eu já teria sido atropelada, pelo menos não deve doer tanto com um frio desses!
    Aproveita mto essa experiência!Se cuida!
    saudades
    =*** Ju

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